Em declarações à Angop, a margem da palestra sobre “Economia Verde em Angola”, realizada no âmbito do ciclo de debates “Falar Ambiente”, promovido pela organização não-governamental "Vida pela Vida", disse que a reciclagem não só ajuda a proteger o meio ambiente, como também ensina cada um de nós a reflectir sobre o valor daquilo que já não precisamos.
“Temos que ter uma atitude que permita reduzir essa quantidade excessiva de resíduos que causa graves problemas de poluição nos rios, nos oceanos, nos solos, no ar, diminuindo o consumo de matérias-primas e de energia”, explicou.
Explicou, como exemplo, que o papel tem origem na celulose dos vegetais, nomeadamente o eucalipto, o pinheiro e a acácia, e que por cada tonelada de papel reciclada evita-se o abate de 20 árvores, economiza-se 71 por cento de energia eléctrica, 90 por cento de água e 74 por cento de poluição do ar.
Outro exemplo é o plástico que, segundo ele, apresenta um tempo médio de decomposição entre os 200 e os 500 anos (dependendo da sua constituição química), acrescentando ainda o facto da grande maioria destes serem fabricados a partir do petróleo, que é altamente tóxico e poluente.
Quanto aos metais, de acordo com o Carlos Cadete, são obtidos a partir dos elementos presentes na terra que fazem parte dos recursos não renováveis, ao passo que o alumínio demora cerca de 500 anos para se decompor, sendo por isso necessária a sua reciclagem.
“Temos que entender que embora os resíduos sejam fabricados a partir de recursos naturais, muitos não são possíveis de serem degradados pela natureza, devido ao alto grau de transformação e processamentos a que as matérias-primas são submetidas e a grande quantidade gerada. Por isso, é importante serem reciclados pelo próprio homem”, frisou.
Relativamente ao tema “Economia Verde”, na qual foi prelector, o interlocutor da Angop fez saber que o crescimento de renda e de emprego deve ser impulsionado por investimentos públicos e privados, que reduzem as emissões de carbono, a poluição e aumentam a eficácia energética, o uso de recursos e previnem perdas de biodiversidade e serviços cossistêmaticos, assim como a sua aplicação em Angola.
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