A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), de São José dos Campos, decidiu ampliar as atividades na área de defesa e passará a atuar também nos segmentos de segurança e energia.
O Conselho de Administração da indústria aprovou ontem proposta de alteração dos estatutos da empresa para ampliar as suas áreas de interesse comercial. O conselho aprovou também a sugestão da diretoria de alteração do nome da indústria de Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A para apenas Embraer S/A.
O mercado foi informado da proposta ontem no final da tarde em fato relevante encaminhado pela empresa à CVM (Comissão de Valores Imobiliários). Nenhum executivo da companhia comentou o assunto ontem.
No comunicado à CVM, a empresa informa que poderá passar a “projetar, construir e comercializar equipamentos, materiais, sistemas, softwares, acessórios e componentes para as indústrias de defesa, de segurança e de energia”.
De acordo com a nota, também poderá “promover ou executar atividades técnicas vinculadas à respectiva produção e manutenção, mantendo os mais altos padrões de tecnologia e qualidade e executar outras atividades tecnológicas, industriais, comerciais e de serviços correlatos às indústrias de defesa, de segurança e energia”.
Potencial.
Um das alegações da Embraer para ampliar o seu escopo de atuação é que o estatuto social ainda estipula que a empresa é apenas uma fabricante de aviões, quando as atividades desenvolvidas pela empresa já são bem mais amplas que isso.
Com a mudança, a companhia poderá, por exemplo, investir em áreas como de turbinas, combustível, entre outras, além de sistemas de alta tecnologia embarcados.
Aprovação.
A proposta de mudança, porém, ainda precisa ser aprovada pelos acionistas e pelo governo federal, que tem participação na empresa com a sua “golden share”, ação que lhe dá o direito de vetar ou aprovar decisões consideradas estratégicas.
No momento, a fabricante está empenhada no projeto do KC-390, jato militar de transporte de cargas, que deverá entrar em produção seriada a partir de 2015. Diversos países já manifestaram interesse em participar do projeto e comprar a aeronave, como Portugal, Colômbia e República Tcheca.
A Força Aérea Brasileira também já sinalizou a intenção de comprar 28 unidades.
Fonte: O Vale
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