Dado consta do relatório apresentado pelo governo brasileiro na décima edição da Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP-10), que começou nessa segunda-feira, 18.
Começou hoje, 18, a décima edição da Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP10), realizada em Nagoya, no Japão. Para a realização do evento, o Brasil divulgou os seus resultados atuais. O relatório, apresentado pelo governo brasileiro, mostra que o país cumpriu apenas duas das 51 metas de preservação pré-estabelecidas para o Brasil.
O encontro realizado no Japão conta com a participação de representantes de 193 países, que juntos discutirão as metas de preservação da biodiversidade para os próximos dez aos. O Brasil foi um dos últimos países a divulgar os seus resultados no site do COP10.
Das 51 metas brasileiras, estabelecidas pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), em 2006, apenas duas foram cumpridas. A primeira delas foi a redução de 25% do número dos focos de incêndio em cada bioma – com dados analisados até 2009, portanto os números recentes de queimadas não foram contabilizados. A outra meta atingida pelo governo brasileiro foi a catalogação das espécies, já conhecidas, da fauna e flora nacional. Porém, deve ser levado considerado o fato de que o catálogo não inclui novas espécies e, conforme dados fornecidos pelo ministério do Meio Ambiente, cerca de 70% das espécies brasileiras ainda são desconhecidas.
Além das duas metas alcançadas integralmente, o relatório considera que outras quatro foram realizadas parcialmente. Sendo elas: conservação de pelo menos 30% do bioma Amazônia – que chegou a 27% -; aumento nos investimentos em estudos e pesquisas para o uso sustentável da biodiversidade; aumento no número de patentes geradas a partir de componentes da biodiversidade; e redução em 75% na taxa de desmatamento na Amazônia.
Mesmo tendo realizado somente duas das 51 metas, o governo brasileiro classificou o resultado como “modesto”, alegando que os objetivos brasileiros eram “ainda mais ambiciosos que as metas globais”. O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, explicou que, para que o Brasil tenha resultados mais positivos, é necessário contar com a participação de órgãos governamentais, mas também das empresas e dos cidadãos comuns.
Fonte: Revista Mais Cidades
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